quinta-feira, 15 de setembro de 2016

carijó ou vanguarda não se assobia


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tempo de reprises. band, com o live aids eight registra duo mccartney bono vox in sergeant peppers lonely hearts club band. fiquei com dó maior do bono. levou um banho de cuspe do quase setentão mccartney.

paul, agora que não tem mais o rosto bonitinho – precisa ? – pode demonstrar quem é que sempre teve gogó de verdade e não de feira.

aos pés de mccartney bono não passa de galo carijó. elton john, é outro injustiçado, sempre lembrado por sua homossexualidade, óculos, perucas, etc. quem mais atento sabe do que estou falando. claro, não se pede atenção a quem escuta robbie wiliians, mas só para espevitar, digo que junto de elton, robbie é um franguinho.

no mais o live aids mostra o quem muita gente já sabe: que os dinossauros ainda não tomaram conhecimento do fim dos tempos. mas não por culpa ou forçação de barras. é que a nova geração é tão ruim, tão déjà-vú, que tá explicado até o revival dos anos 80, que tanta gente espinafrou como de safra baixa, no rock nacional então nem se fala.

a julgar pelo sucesso das coletâneas, livros e até jogos, os caras estavam a frente do seu tempo.
ainda bem que não nasci ontem.

In tempo: a bigger bang, rolling stones, é a turnê mais lucrativa da história dos eua, confirmando o rastro de eagles e pink floyd em anos anteriores. money! ainda se lembra ou conhece o refrão ?

(originalmente publicado no cemgrauscelsius.blogspot.com em 3 de janeiro de 2006 e no já extinto dulcora.blogspot em 29/10/2006)

a lullaby

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de boa intenção ...


nos finalmentes de 2005 a rede globo nordeste soltou em preto e branco, canção de imagens sobre crianças cujo objetivo era “ persuadir, conscientizar” adultos a não “ fazer mal as crianças”.

a exploração de crianças, laboral ou sexual é o podium máximo das sacanagens que resíduos humanos mal crescidos perpetram contra ainda pedaços de gente, fadados a tornarem-se pedaços de merda por outros pedaços cacifos.

a tal canção, cantada, e presumo composta por, nando cordel, pedia e seccionava na primeira pessoa, em forma de súplica very light, a interrupção do abuso da inocência, do estupro dos sonhos das crianças cuja inocência lhes é retirada à forceps, quase que literalmente. e, blá.blá.blá, todas aquelas coisas que todo mundo sabe mas que cada vez mais menos gente pratica.

foi de lascar ou como diria o estafermo, que coisa mais punk. por isso mesmo dedico mesuras cada vez mais ao ao criador do “ de boa intenção o inferno tá cheio”.

achar que uma canção algodão doce produz algum efeito, para além do aplacar da consciência de alguns; da satisfação do comprometimento com o “marketing societário” de outros e pelo meio algum esperto que vendeu a ideia como plano b de oportunidade, é inocência que não deveria ter espaço se a questão é estar realmente comprometido com o bom combate.

é claro que para a turma do bem-bom, serei eu mais um da turma do contra que só critica e nada faz. imagine só, tão singelo apelo, embalado por lullaby cordelizado, abordado de forma quase-singela. pois, o problema é justamente este. os que fazem tudo aquilo que a música e suas intenções pede pra não fazer, continuarão fazendo, fazendo da mesma fundo musical, vinheta ou B.G de resguardo, substituindo outras musicas de trilha e corte.

que nando cordel faça as suas marchas da paz, apesar do paradoxo da conotação bélica de marchar e do desgaste de iniciativas do tipo, menos mal. menos mal ainda seu trabalho na “fundação do amanhã”, que cada dia pede mais e melhor gestão, de tudo.

agora ventilar canções que estão bem abaixo do melhor que o compositor já foi, acaba, para além do efeito de estilo, por ser uma exploração das crianças mal resolvida.

(originalmente publicado no já extinto dulcora.blogspot.com em 16 de out de 2006)

um novo BBB

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somos nós que pagamos por isso


b de bagdá também é b de brasil ao deus dará. só que o b daqui é b de bais bunda - e não da bunda - apesar de tomarmos nela, com o b de bushices, já não bastasse a canalhice interna de um congresso que faz convocação extraordinária para decidir o que devia ser decidido sem prorrogações, e recebe triplicado para não aparecer - só para receber - e ainda prometendo não receber ou dar parte do salário extra para instituições teoricamente necessitadas, dá-nos calote duplo.

mas o brasil, com sua população na maioria com cara de bunda - se não é maioria porque isso tudo acontece ? a discutir se apareceu ou não o pirilau de um sujeito no BBB.
é este o retrato da nossa indignação. ver um pirilau " fora do lugar ". por quê ? porque já nos acostumamos com ele noutro lugar ?
depois não quer ser tratado como um paísinho bunda.
supositórios não resolvem mais nossa indigência devidamente analisada.

(originalmente publicado no cemgrauscelsius.blogspot.com em 16 de janeiro de 2006 e no já extinto dulcora.blogspot.com)

joão bobo

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e não parou por ai, o joão bobo balança mas não cai, vide a "oficialização dos flanelinhas"




a violência no recife intra e extra muros, ou seja: periferia, desinteria e intrateria, nos confere o grau de metrópole aos níveis de rio, são paulo, cochambamba e washington dos bons tempos. pra quem não sabe washington já assinalou registros alarmantes de violência, a tal ponto de se dizer que o iraque hoje, mal comparando, seria pátio de convento.

a violência é tal qual marca de bala na parede e cicatriz de arma branca no bucho da incompetência dos governos federal, estadual e municipal de fazer o mais rastaqueiro policiamento, preventivo ou desinfetativo neste país. as únicas inciativas de montra são as transferências do fernandinho beira mar que anda colecionando souvenirs das carceiragens das policias federal estados a fora. se ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão qual seria a pena pra polícia que rouba polícia que roubava ladrão ?

no recife, ser assaltado é algo tão corriqueiro como cuspir na calçada. levar um tiro no semáforo,sinal ou farol, como queiram, já deixa em dúvida editores se vale quarto de primeira página, ainda mais agora facilitado pelas lombadas eletrônicas que chegam a chatear os assaltantes com o esforço mínimo necessário a abordagem: “ pô! num dá nem pra squentar os músculos, é só pulegar nos tresoitão e tá feito. interceptação já vem desacelerada, nem precisa celerar com xutão na veia(traficantes andam chateados com isso também, excitings a menos neste segmento).

estupro? fascínoras andam colocando em prática o humor negro daquela piada do cúmulo da coincidencia: comer mulher grávida e acertar no cu do menino é praxe.

pernambucanidades à parte, a política de polícia no estado tem como chiado de microfones a ação de interlocução via secretário da defesa social que defende-se mais a sí do que aos cidadãos. o problema é que sua defesa seria cômica se não fosse trágica para a população. cada vez que joão braga, sim, o secretário, aparece para dar justificativas, o remédio traz tal quantidade de pacientes mortos que a bula da receita chega ao escárnio do cidadâo. e isto é ainda mais basófilia via cara do joão que trespassa o mais ralo senso comum com costuras que não seguram o coldre.

a última do braguinha foi alardear com mal um mês de implantação da lei sêca, fechamento de bares, “budegas” e biroscas em istmos de miséria no recife e olinda, das 23 as 6 horas. com aquela cara enfadonha e pouco afeita a intimidades com a câmara, joão diz que a lei já diz a que veio, atribuindo a queda de X9 para X4 homicídios o sucesso da iniciativa.

somadas a tiradas anteriores, a desconsideração do braga para com as variáveis diretas e indiretas é identica as suas costumeiras declarações onde destaca-se sua capacidade de negacear a realidade dos fatos com versões contra-balançadas pelo peso do cargo que ocupa, mais parecendo o joão bobo que pra frente pra trás oscila ao sabor dos vetores da força bruta da violência paroxística em que vivemos. e nisto não difere muito das demais autoridades responsáveis pela segurança pública no brasil quando tentar colocar cadeado em portão arrombado. gagueja tanto quanto gaguejava o garotinho, por exemplo quando ocupava o cargo, diante do indefensável estampido da realidade. só que garotinho tinha a rosinha, riso sem espinhas. joão, só o jarbas, cujas caras não adubam.

fosso outro o governo, e joão braga já teria sido exonerado. como não o foi, no caso, os joões bobos somos nós, cada vez que o vemos a dar explicações sobre as trapalhadas da inseguridade local. o pequeno probleminha é que quando levamos tiro decidamente não levantamos mais tal como aqueles” joaõs-bobos” vagabundinhos que quando furados não pegam mais remendos, cena muito parecida com a que se vê no hospital da restauração.

a política de segurança social no brasil não passa disso: de um grande e disforme remendo que as autoridades ficam remoendo, remoendo até não poder mais.

a coisa fede e já estoura em pus, diz o vento soprando os presuntos de quem já foi boneco.

(originalmente publicado no cemgrauscelsius.blogspot.com em 30 de dezembro de 2005 e no já extinto dulcora.blogspot.com)

in tempo: o bobo do joão bobo que não é nada bobo, agora está no pv. o que é isso companheiro? -

republica dos bananões

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nem parece brasil ?




praias lotadas, acessos idem. trens de subúrbio e ônibus de periferia fazendo lata de sardinha parecer lofts.

brasílias, fuscas, corcéis II, e variants abarrotadas. pelo retrovisor avistam-se opalas aos montes. e até um polara que ultrapassa um fiat 147, em meio a um mar de kombis e kias, contrariando todo estudo de obsolescência.

a praia é logo alí. pode ser de mar, de rio, de lago, de represa, de lama e até de canal de esgoto, ou de bicas, ainda cristalinas, em minas.

ainda que longe do mar o imaginário nacional arrisca um mergulho. mais difícil é chegar na areia. índice de coliformes fecais em marolas de agitação. churrasquinhos de gatos namoram de tudo, até sushis. haja farofa rala, pescoço de frango e muita sogra ameaçada por espeto. acompanha gordura do galeto misturada a bronzeador de sachê. aquele que deixa corpos roliços com cara de camarão sem pai nem mãe. e haja pitú e rum montilla depois das duas cervejas de entrada, que obedecem a geopolítica do salário mínimo, cujo décimo terceiro, quando formal, já vai sendo embolsado por papai noel que já enche o saco, em pleno novembro, em qualquer shopping que assim se diz, se tem para isso espaço na fachada.

trilha musical de FM da lata. pagode versus tati barraco. futebol, frescobol, volibol e arrastobol. periferia na lage e elite na cobertura, tati agora sobe pelo elevador social. acabaram-se os barracos. se venta forte, latino e kelly key beijam-se a contra-gosto colocando a barbie-girl na festa do apê.

a depender da região do brasil, neste feriado de 15 de novembro, as opções são múltiplas, ainda que a praia seja o "spicizê". e tão díspares, que acabam por gerar uma unanimidade: brasileiros estão a se cagar para o dia da proclamação da república. pelo menos metade da população não sabe o que é proclamação; a outra metade, o que é república. pudera! republica brasileira nasceu de golpe contra a monarquia sem nenhum cheiro de povo. depuseram um imperador que parecia bom: sabe-se lá se demagogia, chorar pela seca do nordeste e empenhar as jóias da coroa. ato final, coroação do exílio francês, onde o travesseiro recheado de terra do brasil abasteceu-lhe telúricamente os últimos sonhos e ou pesadelos, nos faz pensar em coitado do avozinho.

a república nasceu distante do povo. e assim permanece. parlamentarismo seria mais asséptico. lula presidente, josé dirceu, primeiro ministro, o que já acontecia na prática. agora, trocava-se o primeiro ministro e pronto. economicamente despojado, sem os espetáculos caricatos de CPIS, onde doleiros, papadores de propina e ex-processados são o endosso aos valores de honor e pudor da nação republicana.

parafraseando, nelson rodrigues, todo feriado é uma ilusão. mas que brasileiro quer saber disso ainda mais quando ele cai no meio da semana, num dia de sol? feriado só não completo porque falta tarde de futebol

só os chatos, que permanecem branquelas e impávidos diantes das bundas fenomenais. agora proibidas em cartões postais, onde não estejam no contexto. como junto ao cristo-redentor, por exemplo.já que, descobriu-se, incitam o apelo ao pau no turismo sexual. ainda mais em nossos sacro-santos feriados.

afinal, se vêem aqui pra nos foder – e as nossas criancinhas – nós já fazemos isso sem pestanejar sob as benesses da república dos bananões em mais um dos seus inúmeros feriados.

(originalmente publicado no cemgrauscelsius.blogspot.com na terça-feira 15 de novembro de 2005 e no já extinto dulcora.blogspot.com)

brasil, a gente vê por aqui ?

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horário da propaganda eleitoral gratuita, já em campanha presidencial faz tempo – TRE cochila no faz de conta ? – é uma repetição de moer os culhões da indignação mais estéril.

os mesmos esquemas, as mesmas promessas, os mesmos colobacilos e colobógnatos de sempre. e idem o mesmo formato, “criado” por publicitários, também os mesmos colofões de mamadas anteriores, a fingir-se de magos, regendo elenco de colombinos, a solfejar a ética, honestidade, verdade, probidade, e capacidade administrativa. tudo, como se de há muito não manipulassem todo tipo de fantasias para permanecerem ou resuscitarem no poder. discursos que findam por tornar este texto também repetitivo.

de repente, da nossa mais incompleta falta de memória e vergonha, pmdb, pfl, psb e pêesses sei mais o que, surgem como salvadores da pátria montados em programas ralos, críticas ralas e inconsistentes, desencavando até o déjà-vú da sequências de manchetes, muitas delas comprometidas, a estampar as safardanagens do pt. mas nada, nem ninguém, com o mínimo sotaque de mérito próprio. ou seja, para os holofotes brilharem sobre mim meu único mérito é minha pontaria no bodoque no vagalume dos outros ou no manejo da calúnia, difamação, perjúrio e boato.

já faz tempo que boa parte dos brasileiros, mas não a maioria, ao que parece, quando escuta falar em político ético, cospe no seu voto pra não ser enrabado à seco. atitude que pode resvalar no auto-empalamento mas que não deixa de comunicar o significado frustante da frustação que nos degola enquanto brasileiros cansados de viver no país do futuro que a cada esquina nos esbofeteia com a nossa presença disforme no presente.

brasil como ele é, a gente vê por aqui. vale a pena ver de novo?

(publicado originalmente no cemgrauscelsius.blogspot.com em 24 de setembro de 2006, idem no já extinto dulcora.blogspot.com)

pau na moleira do alberto dines



o sectarismo do observatório da imprensa anda produzindo das suas.

dia destes, foi a marinilda carvalho, ao produzir peidorrada chinfrim, em estado de choque contumaz. destrinchou, com verve transmudante, um falso viés que não faz nem cosquinhas na game generation, target heavy user do comercial comentado. mas reconheçamos, com que empáfia a senhora cagou regras no bidê — ver post, marinilda já foi nome de vedete, em 17/10/2005 publicado no cemgrauscelsius.blogspot.com

agora, dines, mal do fígado, perde as estribeiras e valorosidade ao produzir corte epistemológico fundado numa visão deontológica que confirma não só o padecimento de mosquetadice como a pratica da auto-blefarrorafia, ao terçar armas com autoridade e o azedume costumeiro dos decanos com disopia. e, com tal fúria, que resulta bisultriz.

seu clamor esbarra numa vexamosa visão de paralaxe, sendo ele figura do batente: não são publicitários, tampouco os do departamento de criação, nem os da “ arte do jornal” , que diagramam o mesmo. portanto, a pirueta publicitária o é jornalística tão-somente. não há menor cumplicidade no caso, muito menos intenção de autor.

constantemente a criação assiste, de mão amarradas, a tais“ barrigas”. típicas e referenciais da falta de sensibilidade, leia-se da falta de cuidado e responsabilidade profissional mesmo, capaz de fazer as mais inverossímeis combinações com “base na aleatoridade”. deixando clientes e agência, mais do que os leitores, que não sabemos se subliminarmente fazem a associação ou não, de olhos esbugalhados. o que, convenhamos, não é, nem nunca foi o objetivo fulcral do anúncio.

as direções comerciais dos jornais, day after, apresentam desculpas, incluindo as da redação. e, no máximo, oferecem reposição, quando deviam ser processados criminalmente. pois o dano, algumas vezes, é irreparável. bons tempos então, em que secretários de redação impediam disparates como estes, esporrando em alto e bom som cagaço dado nos envolvidos. quando não pontapeteando-os bunda a fora. mas não se fazem jornalistas como antigamente, nisto estamos de acordo, não senhor dines? publicitários idem ?

pasmo fico muito mais com o foco dado por ele e o vocabulário retrô que inclui “bagunça, a nova bossa, exdrúxulas colocações e formatos, surtos de invencionice, e a “ aula” dos anúncios arrumados(sic!) nos cantos das páginas, pares, no lado esquerdo, ímpares, do lado direito, e a citação às “ pirâmides”. o que nos leva a constatar que o rei alberto confunde, tal como o observatório, sisudice com seriedade – característica maior na corrente de produção dos textos, formatados quase que “acadêmicamente” - obtusidade com objetividade, imobilismo com pragmatismo, informalidade com falta de estilo, descontração com falta de educação, originalidade com porra louquice, moderno com modernoso e , acima de tudo, conservadorismo com sinônimo de jornalismo responsável. o que é carnicão de mal muito maior. e que não gostaríamos de imaginar tomando-lhe o corpo da mente, apesar do reacionarismo escarrado à fogo e o apego patomaníaco a regras em desuso – não se trata de culpa de quem - enfeixados no seu parti pris.

jornalistas manifestarem uma eterna dor de corno por publicitários é fato que não merece nem terceiro caderno. conflitos entre redação e comercial, extensão da agência ? já fizeram muitas altas e baixas no ofício. a estupidez avia a maioria dos parágrafos que abordam o assunto. e as farpas, acabam por cravarem-se nas mãos de quem as manejam. principalmente daqueles que enxergam a publicidade como profanação do espaço editorial. como se a decência e integridade do jornalismo, para não dizer da eficiência, estivesse na salvaguarda do maior espaço para editoração, arrumadinho, bem arrumadinho, segundo alberto. espaço que quando se encolhe para anúncios, obedece e sustenta-se nas vigas de tabelas nascituramente pensadas para ceder. e que não foram fruto, decididamente, de nenhuma pirueta ou invencionice publicitária.

se é pulhice dizer que o jornalismo quanto mais saudável o é quanto mais saudável forem as suas finanças, também isto não foi gag de publicitário. talvez, sim de jornalista. mal resolvido.

deontologiamente aflora sempre o maniqueizamento da publicidade quando a coisa vai mal na redação. responsável, quase senso comum, pela debilidade jornalística que abateu-se período pós didatura, onde compromisssos com o regime endividaram-no “para sempre”. isto posto, o jornalismo é tão mais puro quanto menos publicidade houver(sic!), como se não houvesse um consentimento prévio dos jornais em fazerem-se vendidos por algo bem mais grave do que centímetros por colunas que sacrificam até a primeira página, vergonha mór, para alguns, ó tempos, ó costumes.

como jornalista e publicitário, não necessariamente nesta ordem, vivi as duas questões dentro e fora da redação. muito mais graves em mercados onde os jornais de tiragem diminutas, e tendo como esteio a publicidade oficial, fazem do coração tripas. principalmente em mercados onde as igrejinhas do jornalismo são prepósteras a defesa da integridade dos mesmos. apelando, ainda hoje, para o entreguismo de cabeças não genuflexórias.

nada mais velho do que um jornal de hoje, hoje. nada mais velho do que um jornal de ontem, ontem. o que por sí só é significativo dos novos tempos. construir barricadas em nome de um jornalismo probo, com base na refutação de formatação de diagramação não conservadora, é tornar-se réu confesso da incompetência de gerir um ferramental que oferece um sem-número de possibilidades e, sobretudo, a ampliação da percepção visual de uma nova geração de leitores que contradiz certos paramêtros de facilitação da leitura, cujas coordenadas espaço-temporais são objeto de estudo da neurologia avançada.

recusar a ver que com inteligência tudo, ou quase tudo, é permitido, inclusive no âmbito das relações comercial-redação é padecer do jamais vu. mortal para jornalistas de qualquer idade.

portanto, pau na moleira do alberto dines. aliás, na moleira não: pau na bunda mesmo. e não se trata aqui de exercer o oportunismo como procaz a busca de aparição iconoclasta. mas sim, de aprender – ainda é tempo – a não ser, de mestre tão loquaz, do bundão, a dita cuja.

(originalmente publicado no já extinto dulcora.blogspot.com, em 14/09/2006)