quinta-feira, 15 de setembro de 2016

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dines: também nos equívocos, um mestre

"Gosto não se discute: 1 milhão de pessoas podem se acotovelar em Copacabana para ver um quarteto de velhotes fingindo de adolescentes. Outro tanto se mortifica para assistir às exibições do U2 em São Paulo."
alberto dines, no observatório da imprensa.

há muitas maneiras de envelhecer. e de fingir.
alberto dines, parece ter escolhido a pior delas: a ranzinzinice que se finge percuciente e observadora dos costumes, mas que é apenas baba nas barbas de uma clarividência pretensamente apoiada na sabedoria dos longevos.
o mesmo comentário, se aplicado a ele - um senhor velhote, já agora, a fingir-se, por tal texto, de jornalista onisciente e onipresente, por certo aplicar-se-ia melhor a quem por ranço, bateu um guide-line fora do beat. e que por isso mesmo, demonstrou não levar o menor jeito para fingir-se seja lá do que for, até de morto, se for o caso.
dines, parece julgar-se, não é a pedra de toque do jornalismo faz tempo. e nisso ele afina-se com os rolling stones.
a diferença, é que os stones, ao contrário do alberto, não se levam a sério há muito tempo, se é que se levaram algum dia.
pelo menos nisso ele deveria seguir-lhes o exemplo. isso poderia dar-lhe alguma sobrevida e mais pegada quando escorregasse no limo criado em torno de sí.
(comentário enviado ao próprio).
(originalmente publicado no cemgrauscelsius.blogspot.com e aqui publicado excepcionalmente)

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